segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Trocando os pés pelas mãos

O Santos demitiu Adilson Batista. Uma tremenda imaturidade, sem dúvida. Na chegada do técnico à Vila Belmiro, o presidente santista Luís Álvaro prometeu a manutenção do comando de Adilson pelo tempo necessário até as coisas começarem a tomar forma. Não cumpriu! Batista chegou ao Santos trazendo na bagagem a desconfiança que o torcedor teria por ele. Pelo Corinthians, o técnico não conseguiu realizar um trabalho sólido, recebendo a culpa pelos maus resultados de sua equipe em 2010.

Batista comandou o Santos em onze jogos, venceu cinco, empatou outros cinco e perdeu um. Um! O ataque da equipe da Vila é o melhor do Campeonato Paulista, com 23 gols, tendo sofrido 13. Sob seu olhar, Ganso não teve a oportunidade de mostrar seu talento, devido à lesão.  Elano, o destaque da equipe, teve seu potencial explorado de maneira corretíssima. Neymar jogou apenas três jogos, todos sem ritmo com a equipe santista, após o titulo com a seleção sub-20. E queriam melhor resultado em tempo igual ou menor?

No futebol brasileiro, principalmente (e infelizmente, em muitas vezes), resultado derruba técnico. Quantas não são as vezes em que vemos um técnico de um time gaúcho, por exemplo, fazer uma campanha constante numa Libertadores, mas cair apenas por ter perdido um Gre-Nal? Como já se é famoso no sul, ninguém resiste a uma derrota em Gre-Nais. Faça-me o favor! Na Europa temos o exemplo contrario que, na maioria das vezes, é o que dá certo: Manter um treinador no comando até que ele consiga fazer o time jogar da maneira desejada. E isso, meus caros, não acontece tão rapidamente assim. Muricy Ramalho, campeão brasileiro do ano passado, não conseguiu ainda arrumar sua defesa em 2011. Mas sobre isso...é melhor ler abaixo...

E, já que o assunto é demissão por resultado... Olho nas Laranjeiras! Pois, por lá, as coisas não andam muito bem para o lado de Muricy Ramalho. Há quem diga que os jogadores já adotaram outra postura com o treinador em relação a 2010 e que o tetracampeão brasileiro já começa a se aborrecer com as (precoces) cobranças da diretoria do tricolor. Outra burrada, agora no Rio... Atual campeão brasileiro com o Fluminense, Muricy Ramalho tem ainda mais motivos para parafrasear seu torcedor. Quarta-feira é guerra!

À la Zico! Repetindo o que todos os jornais disseram nesta segunda-feira, Ronaldinho Gaúcho cobrou a falta com maestria e resolveu a decisão da Taça Guanabara. Alívio e esperança renovada para o torcedor rubro-negro, que já estava com saudade de vibrar de maneira orgulhosa com seu time.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Previsibilidade


Uma quarta -feira para esquecer. Pode-se classificar assim o dia de ontem para Fluminense e Botafogo. Os cariocas amargaram péssimos resultados e se complicaram de vez na Taça Libertadores e na Copa do Brasil, respectivamente. Com um futebol para lá de previsível, o tricolor empatou em casa com o bem postado Nacional do Uruguai, enquanto o alvinegro foi derrotado pelo River Plate...de Sergipe.

As atuações foram péssimas, horríveis de se ver. No Engenhão, o Flu não conseguiu furar a boa defesa da equipe uruguaia liderada pelo jovem zagueiro Sebastián Coates, de apenas 20 anos. Um exímio defensor que surge numa escola consagrada por Hugo de Leon, Lugano e tantos outros beques respeitados.

Como era de esperar, a equipe de Muricy Ramalho buscou durante o jogo inteiro a jogada aérea. Foi um total de 36 cruzamentos, todos com esperança de Rafael Moura ter um lampejo decisivo. Chuveirinhos, cruzamentos da diagonal da área e bolas paradas: o repertório tricolor fica cada mais repetitivo e previsível para os adversários. Um esquema que não funciona em mata-mata(ou para Muricy: morre-morre), em virtude da aplicação tática da equipe visitante, que vê o empate com muito bons olhos. A escalação de 3 zagueiros e 2 volantes em uma partida em casa em que sua equipe precisa de resultado é algo que até agora todos tentam entender, mas não conseguem. Tricolores, qual a última vez que você viu o seu time marcar um gol sem ser de bola parada ou de bola alçada na área?

Com o Botafogo, não foi diferente. Joel escalou 3 volantes e 2 laterais com pouco poder ofensivo. Sem saída, o time depositou suas esperanças nas bolas alçadas para Abreu, que não estava em um bom dia, assim como todo o resto do time. De longe, a pior partida do alvinegro em 2011, e talvez, a pior sob comando do atual comandante.

Os dois times estão com sérios problemas de readaptação. Seus esquemas de jogo já estão batidos e os próprios jogadores reconhecem isso. Loco foi à público reclamar da forma de jogar da equipe e, com razão, recebeu o apoio da torcida. Enquanto o Botafogo continuar dependendo de um ou dos jogadores, não terá a capacidade de almejar vôos mais altos na temporada. A jogada aérea, que era arma letal, hoje em dia é o tópico número 1 de toda preleção adversária, por isso que quando muda-se a jogada, as coisas começam a funcionar. Na semifinal da Taça Guanabara, foi pelo chão que Abreu obrigou Felipe a fazer uma ótima defesa no início do segundo tempo. E foi com a bola rolando que o mesmo Abreu chutou seco para empatar o jogo, dois minutos depois. Chegou assim, rendeu assim, e empatou assim. Mudar pra que, Joel?

O caso do Fluminense já é mais complicado. A equipe voou no início do Brasileirão do ano passado. Um rolo compressor que fez a gordura necessária para utilizar nas rodadas finais. A base de Cuca fora mantida e o Fluminense liderou o Campeonato com certa folga durantes uma significativa quantidade de rodadas. Daí, o tempo passou, Muricy começou a implementar seu trabalho, e o tricolor caiu de produção. Coincidência?

Não. O Flu não joga bola desde Setembro de 2010. Foi campeão, com méritos, mas foi muito mais na base da vontade, da raça, da força de sua torcida e de atuações antológicas de Dario Conca. A equipe parou de jogar futebol envolvente e virou adepta da escola Muricy, a mesma escola que o São Paulo só está conseguindo se livrar agora, 2 anos depois da saída do técnico do Morumbi.
Ontem, enquanto o tricolor abusava das jogadas aéreas e das jogadas de bola parada, a maioria dos ataques do Nacional eram pelo chão, com toques rápidos e muita velocidade. Em competições curtas, é preciso agressividade. Não dá para você entrar em um jogo precisando de três pontos vitais para a classificação em um dos grupos mais difíceis dos últimos anos jogando desta forma, é simplesmente inaceitável. O caminho que podia ser tranquilo para a equipe carioca, ganha ares dramáticos. A teimosia de seu treinador pode ter custado a Libertadores para o Fluminense.

Quem viu o jogo ontem, poderia se fazer a seguinte pergunta: "Afinal, qual é o time brasileiro?" Deixa esse time jogar bola, Muricy.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Os dois lados da moeda


Roberto Carlos há uma semana atrás fechou com o ultra-desconhecido (desconhecido sou eu) Anzhi Makhachkala, da Rússia. O que leva um jogador extremamente vitorioso com passagens por grandes clubes da europa a aceitar ir jogar num time deste, nós sabemos. Dinheiro.

Roberto Carlos está com 38 anos de idade(fim de carreira), sabe que não tem mais condições de jogar nos grandes centros europeus e foi seduzido pela proposta milionária dos russos. Sua imagem estava arranhada com a torcida do Corinthians, e viu no Anzhi, a válvula de escape para fugir das confusões no Brasil e engordar ainda mais sua conta bancária.
Não critico o lateral por isso. Afinal, dinheiro nunca é demais(seja para mim, para você, Roberto Carlos ou Eike Batista). Mas por que não ficar no Timão, dar a volta por cima e limpar sua imagem perante à Fiel? O talento de Roberto Carlos é inquestionável, mas o jogador teve sua imagem bastante atacada após a Copa do Mundo de 2006 onde ... melhor nem lembrar.

SE eu fosse o RC ficava e calava a boca dos críticos, assim como seu amigo R9 costumava fazer; fugir, não foi a melhor solução, mas vai saber o que é melhor quando se tem uma oferta de 9 milhões de euros por ano...

Agora vamos ao caso do Jucilei. O volante tem um futuro enorme pela frente no futebol e já optou por ir para a Rússia. Jucilei apareceu muito bem no Corinthians e foi um dos destaques da equipe no Brasileirão do ano passado, onde foi eleito um dos melhores jogadores do campeonato. O jogador chegou a ser convocado por Mano Menezes (admirador do seu futebol) e de repente, aceita proposta para jogar no Anzhi, juntamente com seu ex-companheiro de Corinthians, Roberto Carlos.

Confesso que não entendi até agora. O volante recebeu ofertas(não tão bilionárias como a do Anzhi) da Fiorentina e da Juventus e acabou recusando-as e acertando sua ida ao futebol russo. Óbvio que 23 milhões(valor que o time pagou), são capazes de mexer com a cabeça de qualquer um. Mas certamente não paga o "esquecimento" em que o futebol de Jucilei cairá. Ele não está indo nem para um dos 3 melhores(se é que são bons) times da Rússia; isso se tratando de mercado da bola do futebol europeu, é um tremendo golpe numa carreira promissora.

Com qualidade técnica, força e boa marcação, o jogador tem vaga em qualquer time do Brasil e em times de médio porte da Europa. Mas fazer o quê, se nos dias de hoje, cifrões valem muito mais que uma seleção brasileira e amor a camisa? Só nos resta lamentar e esperar para que Jucilei e Roberto Carlos ao acertarem com o Anzhi, tenham visto os dois lados da moeda.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Pobre CBF...

E, finalmente, a justiça foi feita. O Flamengo é Hexa-Campeão brasileiro, reconhecido pela CBF. Nada mais justo, é lógico. Mas....e os ídolos? Será que houve algum tipo de oba-oba criado pela imprensa entre eles? É evidente que não. Quem leu o que Zico comentou sobre o fato, pode ver que sua resposta foi simples: “Nunca deixei de me considerar Campeão Brasileiro em 87”.

Quem conhece a história sabe que o titulo sempre foi do Flamengo. “Se a CBF não reconhecia, problema deles”,  Exclama qualquer torcedor que for parado e perguntando sobre o titulo de 87. O aborrecimento e a vergonha alheia pela CBF já eram tão grandes, que o torcedor já não se importa com o que a entidade diz ou deixa de dizer. (Até porque, o decreto pode mudar na semana seguinte...)

A notícia veio de maneira inesperada. Numa segunda-feira de alegria pela conquista da vaga na decisão da Taça Guanabara, veio o anúncio. Mas, por que tão “do nada”? Prestem atenção e leiam de novo o post "Resistência" de Leandro Garrido.

É ridículo o jogo de interesse que a entidade brasileira faz com esse título. Com medo de perder mais uma vez uma “concorrência”, por ser fraca (digo aqui sem medo de discordância, pois creio que compartilham de minha opinião), a CBF tenta trazer para perto e  acalmar os ânimos das feras (leia-se Corinthians e Flamengo) que começam a crescer e notar a força da marca que têm. Cito a “concorrência” pelo ano de 87, com o campeonato mais bem sucedido de todos os brasileiros. A CBF, agora, tenta não perder o espaço nem a força frente às feras, para, depois, não precisar ficar mais 23 anos, novamente, num jogo de empurra e de ultrajes.

Como nos velhos tempos


Ontem a tarde o Flamengo jogou contra o Botafogo em mais um clássico disputado, com entradas ríspidas, cartões, belas defesas e todos os ingredientes que um clássico deve conter. A partida terminou empatada(padrão, tratando-se de Fla x Botafogo)em 1x1 e a decisão foi para os pênaltis.
Na disputa de pênaltis, o Flamengo se sagrou vencedor e enfrentará o Boavista na final da Taça Guanabara. Graças ao goleiro Felipe que pegou duas penalidades. E por falar em defesas em momentos cruciais, é IMPOSSÍVEL o torcedor rubro-negro não lembrar do ex-goleiro, Bruno.
Bruno era um MONSTRO, quando o assunto era pegar pênaltis. Ainda mais quando o jogo era contra o Botafogo. Felipe ontem nos fez lembrar e muito o ex-goleiro que hoje está impossibilitado de ajudar o Fla, devido à motivos que nós conhecemos.
As defesas de ontem, não saem da minha cabeça e muito menos a imagem de Bruno pegando os pênaltis em outros campeonatos. Portanto resolvi fazer uma singela homenagem ao goleiro Bruno, em forma de poema:


COMIGO NÃO XARÁ



Goleiro de um lado e bola do outro?

Comigo não. É bola na luva e não tem erro.

Pode ser meio-campo, atacante ou zagueiro.

Pode ter muita coragem, ser até artilheiro.



Se você se sujeitar a cobrar

Sua penalidade eu vou pegar

E se batem forte, também batem colocado

Já disse que não tem erro, seu chute será “pegado”.



Consagrei-me fazendo isso

Levantei canecos importantes

Já fui do inferno ao purgatório

Assim como Dante



Hoje estou de mãos atadas

Não posso ajudar

Tranquilo Nação

O Felipe irá representar



Sinto saudades de disputar finais com vocês

Quando penso nos troféus, meu coração bate a mais de mil

Queria ouvir só mais uma vez:

“Puta que pariu, é o melhor goleiro do Brasil"




Gabriel Carvalho

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Resistência


Os bastidores do mundo futebolístico nunca estiveram tão agitados. A briga pelo direito de transmissão televisiva do Campeonato Brasileiro promete ganhar ares decisivos nos próximos dias, e junto deles, uma das mudanças mais significativas no nosso futebol pode ocorrer. Insatisfeitos com a maneira que a CBF e o Clube dos 13 conduzem a negociação dos direitos de imagem do Brasileirão a partir de 2012, os dois clubes mais populares do país prometem dar um passo importantíssimo na democratização do futebol. Flamengo e Corinthians estariam agindo como uma espécie de vanguarda em um dos maiores movimentos já realizados no cenário nacional do esporte.

A disputa Globo x Record pela transmissão está chegando ao fim. Pelo menos, é o que parece. Especula-se que a emissora paulista entrará com uma proposta de 1 bilhão de reais para ser o novo "canal do esporte" da TV aberta, quantia que a Rede Globo considera absurda e fora da realidade. Por conta disso, é bem provável que a emissora carioca, que já não terá os direitos de imagem das Olimpíadas de 2012, também perca o direito de transmitir o Campeonato Brasileiro do mesmo ano. E algo que muitas negavam que um dia aconteceria, parece estar prestes a se tornar realidade. A televisão rachou os clubes do país.

Muito provavelmente, a CBF e o Clube dos 13 irão optar pela maior quantia, que no caso, seria a da Rede Record. Os clubes, afiliados(para não dizer outra coisa) às duas entidades, nada poderiam fazer a não ser acatar a ideia. Porém, algumas instituições, internamente, vêem com maus olhos a saída da Globo, entre elas, Flamengo e Corinthians.

Os dois alegam que a saída da emissora carioca vai desvalorizar consideravelmente o futebol nacional e a exposição dos patrocinadores. O que é verdade. Com isso, os dois clubes mais populares do país podem (e devem) anunciar nos próximos dias o desligamento do Clube dos 13. Uma decisão correta e corajosa, que já devia ter sido tomada há muito tempo. O futebol brasileiro não pode ficar preso a vontade de uma entidade e de um conselho.

A questão é que Flamengo e Corinthians sempre saíram prejudicados economicamente nas cotas televisivas. É injusto um clube que sempre dá mais audiência ganhar uma quantia semelhante a um Grêmio Prudente, por exemplo. Com a Record vai aumentar? Vai, mas igualmente para todos. Da mesma forma que é atualmente com a Globo, graças as decisões da CBF e do Clube dos 13. Sinceramente? Estamos nos Século 21 e os clubes já são praticamente empresas. Não é necessário empurrãozinho de entidade que gosta de aparecer mais que os donos do espetáculo. Todo esse histórico conta na hora da decisão. Andrés Sanchez e Patrícia Amorim não são bobos e sabem que ambos querem mais, podem mais e tem direito a mais.

É por isso que os clubes precisam lutar por seus direitos e buscar uma maior valorização. O Brasil tem marcas fortíssimas, como São Paulo, Grêmio, Internacional, Corinthians, Santos, Flamengo, Cruzeiro entre tantos outros. O dia em que todos esses se juntarem e resolverem formar uma liga própria, com suas próprias regras, nosso futebol vai caminhar a passos mais largos do que já caminha. Na Inglaterra é assim, e funciona muito bem. Na Itália, idem. A Confederação de lá cuida da seleção e só. A liga é com os clubes.

O futebol brasileiro tem capacidade para fazer igual ou até melhor, mas é preciso ter coragem para peitar entidades que são verdadeiros parasitas, impedindo um crescimento exponencial do nosso maior esporte. Por que os clubes não se reúnem diretamente com as TVs? Sem eles, não tem campeonato, não tem nada. Flamengo e Corinthians deram o primeiro passo. Outros clubes querem seguir, mas relutam. O nome disso? Rabo preso na política. E todos sabemos que política não combina com o esporte bretão. Os dois clubes mais populares do país plantaram a semente. Agora é regar e, como sempre, esperar. Nosso futebol merece mais, muito mais. Precisamos voltar a ser algo que sempre fomos. Precisamos voltar a ser exemplo dentro e fora do campo.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Watch your back!


Jogão de bola! No primeiro tempo, mesmo com um esquema tático muito bem postado, na defesa, o Arsenal, de Arséne Wenger, foi superado pelo “Barcelona Futsal Club” (como assim o batizei). Com toques precisos e rápidos, o time catalão deu um nó na defesa do time inglês e chegou ao gol com o entrosamento impecável de David Villa e Lionel Messi, de quem não preciso dizer nada. É quem é. O Arsenal levou bastante perigo nos contra-ataques.

O que matava a defesa dos Gunners eram as seguidas viradas de jogo que o time catalão executava. A troca de passes dinâmica cansa o adversário, abre espaço e te dá a maior posse da bola. Quando bem executada, é a chave para a vitória. E é o maior trunfo do Barcelona de Pep Guardiola. Com um primeiro tempo aquém do que é capaz, mas com mais imponência e vontade, o Barça saiu em vantagem.

Na segunda etapa, o time londrino voltou melhor e arriscou ataques perigosos, trazendo de volta o grito na garganta dos torcedores presentes e acanhando o time do Barcelona.

As constantes chegadas de Nasri e Fabregas, nas costas de Daniel Alves, nos davam a crer que era apenas questão de tempo para o gol de empate sair. E foi justamente por esse setor, que aos 33 minutos,Van Persie, o sempre perigoso atacante holandês, chutou forte a meia altura, e venceu Victor Valdes. Um contra ataque mortal e o empate dos Gunners enfim, havia saído.

Embalado pela empolgação da torcida, o jovem time de Londres partiu para cima, e em um outro contra ataque, matou o jogo 5 minutos depois. Fabregas, Nasri e Arshavin: 3 jogadores, 4 toques na bola e Londres foi abaixo. Era a virada do Arsenal.

Com a saída de Villa e entrada de Keita, o Barcelona mudou para o esquema 4-4-2
Segurando mais a posse. A diferença é que, com Messi na frente, os ataques não precisavam ser necessariamente com pressa e sem perfeição. Eram dinâmicos sem perder toda a classe do jogo que tem o time catalão.

O Barça continuou de maneira mais tímida a forçar o ataque. Porém, sem sucesso. O jogo tático do Arsenal era melhor, e no final, deu mais certo ainda. Wenger adiantou mais ainda a marcação, não deixando espaço para Xavi e Keita saírem para o jogo. O time de Guardiola, então, viu-se bloqueado, de maneira semelhante ao jogo que lhe custou a eliminação da Champions, ano passado, contra a Internazionale. E os Gunners, com uma boa aplicação tática, segurou-se até o final.

O jogo da volta promete ferver, mas o Barcelona ainda é o favorito. A superioridade no papel ficará ainda mais evidente quando atuar em casa. Mas futebol é imprevisível, tudo pode acontecer. E quem ganha somos nós, torcedores. Dia 8 de Março: "The Greatest Team You'll Ever See" x "El Mejor Equipo del Mundo ". O slogan dos dois times cai bem para o duelo. Pinta o campeão?


Por Leandro Garrido e Ricardo Abreu