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quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Bola de neve verde

"Marcos vê briga política atrapalhar o Verdão desde sempre"

"Kleber vira 'alvo da vez' e direção já analisa futuro"

"São Paulo desmente negociação com Felipão"

Sociedade Esportiva Palmeiras. O "Verdão"  passa por uma péssima fase. Não no Campeonato Brasileiro, (atualmente o Palmeiras ocupa a 8ª posição na tabela) mas em mais de 10 anos de história. Crise interna, problemas e resultados negativos dentro de campo.

Quando a fase não é boa, as críticas vêm com força. Principalmente, quando o time é grande. O atacante Kleber passou a ser a bola da vez para maioria palmeirense. Desapontado, o polêmico jogador só espera pelo fim do ano para buscar novos ares.

De primeira, é claro, qualquer um diria que a culpa é do atacante. Quem não se lembra do episódio no qual o Gladiador deu declarações provocativas e propositais para aquecer ainda mais a vontade do Flamengo em contar com o jogador. Mas é importante lembrar que, em um passado recente, outros cinco nomes já tiveram graves atritos com a diretoria: Luan, Marcos Assunção, Diego Souza, Vagner Love e Vanderlei Luxemburgo.

De quem será o erro maior? De um jogador mimado e problemático ou de uma diretoria que moveu 3 milhões de euros (R$ 7,4 milhões) por 50% de seus direitos econômicos? Tudo isso para cuidar de um monstro que só aumenta seu grau de ameaça com o ambiente do clube?

A resposta para essa pergunta fica clara. Mas a resposta fora das salas de reunião e dos colarinhos brancos vem dos que se julgam os "donos do Palmeiras". As torcidas organizadas se voltam, de maneira cada vez mais agressiva, contra tudo e contra todos. Resultado: jogadores e comissão insatisfeitos. Atualmente, uma das grandes quedas de braço no Palmeiras é o embate entre Felipão e o vice-presidente de futebol, Roberto Frizzo. O técnico vai se mostrando cada vez mais incomodado com a situação do time palmeirense. Todo o seu descontrole mostra a falta de compromisso do time. Jogadores desanimados para a disputa de qualquer coisa na tabela.

E as notícias vão chegando. Será mesmo que Luiz Felipe Scolari abandonaria a barca verde e fugiria para o Morumbi? No futebol, tudo é possível. Os rumores aumentam. Ganham os jornais especulativos.

Contra todos os problemas, o torcedor precisa deixar de querer mandar na instituição. A novela é longa, a crítica é sempre bem vinda, mas as pedras funcionam como dinamite no panorama alviverde.

O palmeiras vira um prédio abandonado, tomado por pixações e condenado à implosão. As estruturas balançam e o medo de uma avalanche só aumenta.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não pode

Nao pode o Botafogo de Caio Júnior abrir 2 a 0 de vantagem, perder gols feitos debaixo da meta, desperdiçar boas chances em passes errados e acabar sofrendo dois gols para o empate amargo. Não, para um time de qualidade, que almeja o título brasileiro. Loco Abreu vem sendo uma máquina de fazer gols, é verdade. Tem crédito em toda a campanha, mas não podia ter perdido a chance clara. Incrível como um lance, representa toda a moral da história de um jogo, não? Mas acontece. Futebol é isso e não adianta o torcedor jogar tudo em cima do novo ídolo. Mais crédito ao Loco, botafoguense!

Nao pode o técnico Vanderlei Luxemburgo insistir em escalar apenas um atacante, com ou sem Ronaldinho no time do Flamengo. Parecia uma atitude suicida, já que o jogo era contra o lanterna América-MG, em "casa". No primeiro tempo, Jael brigou com a bola e foi sacado. Vandeco, mais uma vez surpreendendo, fez, logo de cara, três alterações na equipe no intervalo da partida. Surtiu efeito, lógico. O Flamengo passou a jogar com três atacantes, com Deivid centralizado. O atacante, que já virou um folclore para a torcida rubro negra, marcou o primeiro e participou indevidamente do segundo gol. Vitória suada para o Fla. Não é nenhum motivo de oba oba, para os torcedores mais empolgados, já que o time não fez mais do que sua obrigação vencendo o lanterna da competição. Mas o importante no resultado foi Luxemburgo retomar a confiança do elenco, que parecia abalada. Fica a torcida da massa para que o técnico não insista mais em Jael ou Deivid (um sempre supera o outro em lances bisonhos dentro das quatro linhas) e que aproveite o jovem Diego Maurício, que tem fome de bola. 

Nao pode o técnico Abel Braga escalar tão mal quanto escalou o Fluminense contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada. Tá certo que jogar no caldeirão não é muito aconchegante para quem o visita, mas já está na hora do Abelão ser mais abusado. O time tricolor jogou recuado demais para um Furacão que não chegou nem a tempestade. Com um jogo bastante movimentado, o meio de campo se abriu com muito espaço para um jogador: Lanzini. O jogo era pra ele. Era, pois este ficou no banco de reservas. Abel precisa abrir o olho para o meio de campo que escala. Diguinho, Diogo, Edinho e Marquinho juntos, não fazem "nadinha". O técnico das Laranjeiras precisa se lembrar que não está jogando contra o Barcelona, numa final de Mundial de Clubes. E, sim, contra times brasileiros de nível igual. Abre o olho, Abelão! Ser conservador demais, não ajuda. O Flu perdeu uma ótima chance de chegar junto na ponta.

Quem não tem nada com isso... é o Vasco da Gama, que está mais embalado do que nunca. Com Diego Souza inspirado, balançou a rede e o time do Cruzeiro por inteiro. Nem o goleiro Fábio escapou. Levou um tremendo lençol do camisa 10, que justificou sua convocação para a Seleção Brasileira, contra a Argentina, na próxima quarta feira. 3 a 0 no placar e 49 pontos na tabela. O Vascão é líder.